Eu estava observando uma coisa: é incrível como o sentimento causa influência nas nossas idéias.
Quando eu estava triste e transtornada, quase desistindo de tudo, me tornei praticamente uma poetiza. Escrevi páginas e páginas de textos e poemas com temas góticos e melancólicos. Parecia que o sofrimento exalava na minha pele e eu tinha mundos de idéias pra contar. Mas agora, que me recuperei, sinto um vazio de idéias... não que a tristeza seja melhor, mas a criatividade, sim.
Talvez seja por isso que Augusto dos Anjos, Nietzsche, Florbela Espanca, Edgar Allan Poe e tantos outros escreviam coisas tão belas!
A tristeza é uma arte!
Eu penso nas coisas que eu escrevi e releio tudo. É incrível! Nem eu mesma acredito que escrevi aquilo tudo! Parecem contos retirados de livros antigos, com uma utopia de pensamentos que se estendem ao universo...
Isso me faz lembrar de um comentário que eu li a respeito dos Rolling Stones. Dizia que quando Keith Richards e Mick Jagger brigavam, eram quando eles escreviam as melhores músicas. E, no entanto, quando estavam de bem, as músicas não eram tão boas assim. Então o repórter disse: “Espero que briguem sempre.”
Pois é, olha o sentimento influenciando de novo!
Mas acredito que a alegria cause tão bons sentimentos, que, ao invés de registrarmos com palavras, preferimos registrar com fotografias e boas lembranças. Quem sabe um sorriso? Gargalhada, talvez?
Não importa. O que importa é que os sentimentos sempre estarão ali, à nossa sombra, esperando que a gente possa compreendê-los e usá-los da melhor forma que nos convém.
E não é que a alegria me deu inspiração, no final das contas?
Um bom dia pra você!
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