Bolacha ou biscoito?


BOLACHA OU BISCOITO?

É impossível eleger apenas uma palavra como a correta, pois o uso é regional. Por isso, a discussão acerca de qual seria o melhor termo tem tudo pra durar pra sempre! ⁣
Aqui no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária registra que "biscoito" e "bolacha" são sinônimos.⁣
Marcas como Bauducco e Nestlé já se pronunciaram afirmando que consideram corretas as duas opções, mas que usam "biscoito" na embalagem por uma questão de convenção. O fato de uma marca adotar um termo não significa que ele seja o mais correto.⁣
No livro "De onde vêm as palavras", encontramos as seguintes informações:⁣
BOLACHA ➡️ Designava, originalmente, um tipo de bolo. Bolo, por sua vez, formou-se a partir de "bola", do latim "bulla", por causa da forma arredondada.⁣
BISCOITO ➡️ Do latim "biscoctus", cozido (coctus) duas vezes (bis). Veio pelo francês "biscuit", cuja forma antiga era "bescuit". Cozia-se duas vezes para que, ficando menos úmido, durasse mais tempo.⁣
CONCLUSÃO: não existe certo ou errado. O que existe é uma variação linguística REGIONAL.⁣ O fato de ter ou não recheio não é determinante, pois também varia de região pra região. 😉 ⁣

Françoise Hardy - Comment te dire adieu





Francoise Hardy - Comment te dire adieu

Sous aucun prétexte je ne veux
Avoir de réflexes malheureux,
Il faut que tu m'expliques un peu mieux
Comment te dire adieu.

Mon cœur de silex vite prend feu,
Ton cœur de pyrex résiste au feu,
Je suis bien perplexe, je ne veux
Me résoudre aux adieux.

Je sais bien qu'un ex amour n'a pas de chance,
Ou si peu,
Mais pour moi un explication voudrait mieux.
Sous aucun prétexte je ne veux
Devant toi surexposer mes yeux,
Derrière un kleenex je saurais mieux

Comment te dire adieu,
Comment te dire adieu.

Tu as mis a l'index nos nuits blanches,
Nos matins gris-bleu,
Mais pour moi un explication voudrait mieux.
Sous aucun prétexte je ne veux
Devant toi surexposer mes yeux,
Derrière un kleenex je saurais mieux

Comment te dire adieu,
Comment te dire adieu,
Comment te dire adieu.



Existência


"Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão." 
- Vladimir Nabokov

Exposição exagerada.


Exposição exagerada. Precisamos mesmo disso?

De uns tempos pra cá as pessoas tem utilizado as redes sociais para exporem as suas vidas e esses dias eu fiquei pensando em algumas coisas que aconteciam antes da internet fazer parte do nosso cotidiano.

Eu sempre vejo postagens onde tem festas, sorrisos, bebidas, roupas novas e outras celebrações, assim como vejo reclamações, gente depressiva e um rancor exposto em forma de indiretas.

Outro dia eu li que esta época é a mais depressiva, ou seja, as pessoas estão com a autoestima baixa e o simples fato de postar sobre isso na internet já faz com que se sintam melhor, principalmente porque monitoram o número de curtidas e comentários do tipo “te entendo”.

Voltemos então no tempo em que não tínhamos internet. As pessoas não se preocupavam com a exposição, muito pelo contrário, a discrição fazia parte da vida. As fotos eram limitadas somente a datas importantes e com significado mais sentimental, mesmo porquê, ter máquina fotográfica era coisa de gente com situação financeira boa e nem todos tinham acesso.

Existiam os amigos que se reuniam e se sentavam na calçada na frente da casa e ficavam horas conversando sobre tudo e, quando alguém estava triste ou feliz, compartilhava o sentimento com os amigos.

E ainda existia o melhor amigo, aquela pessoa que você podia contar tudo e sabia que o seu segredo ficaria guardado. E mais ainda, existiam os diários, onde eram registrados todos os sentimentos e também o dia a dia, como um desabafo em forma de escrita e que era muito bem guardado, pois estas informações eram confidenciais.

Hoje em dia as pessoas não se sentam mais nas calçadas, não tem mais com quem conversar e não tem diários, o que faz com que os sentimentos se acumulem e o número de psicólogos aumentem, porque a demanda é assustadora.

Você pode até dizer que se reúne com os amigos, que a sua vida é ótima e que as fotos postadas na internet são a prova disso. Então eu te pergunto: Quando foi que você teve uma conversa sincera, olhando nos olhos? Quem é o seu melhor amigo? Ele ou ela sabe mesmo TUDO sobre você?

Se você perde o sono ou chora de madrugada, a resposta está bem clara.

Que tal nos preocuparmos menos em expor falsas alegrias ou tristezas em busca de curtidas e nos focar mais em interagir fora das redes?

E não adianta se reunir com os amigos e só ficar tirando fotos. Deixe o celular por alguns instantes e tenha uma boa conversa. Se for chorar, que seja no ombro do seu melhor amigo e não no travesseiro. Estes pequenos detalhes são tão importantes e nos fazem tão bem! Não podemos perder isso. Vamos apreciar o por do sol e não se preocupar em tirar foto dele.

Olhando para o futuro, eu vejo pessoas vazias e sem histórias para contar, o que é muito triste.

As pessoas vão olhar aquelas milhares de fotos em festas, mas não se lembrarão que momento foi aquele, a não ser pela descrição da postagem.

Eu me lembro de momentos especiais que aconteceram na minha vida e que não tem nenhuma foto pra mostrar, porque o momento era tão bom que todos queriam aproveitar e não se preocupavam em registrar. Outro detalhe é que, olhando as fotos antigas, eu me lembro de cada momento e o motivo de ter aquela foto, porque foi tirada em uma data especial. Hoje em dia eu ainda faço isso, só tiro fotos quando o momento é especial e não posto nas redes, mesmo porquê, o momento é meu e não preciso de exposição, nem de curtidas e nem de falsa piedade.

Vamos ter mais contato humano e menos virtual.

Chaplin já dizia: “Não sois máquinas, homem é que sois.”

Viviane. Escrito em 06/01/2019

Pensamento


“Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos.” ⚘⚘⚘