Pra não perder o foco: momento indignação do dia:
Li esta notícia e já foi o bastante:
PALHAÇADA! Ao invés de tirar o acento de "idéia" e a trema, acho que o governo deveria se preocupar mais com as palavras erradas que os "estudantes" estão escrevendo, exemplo: "voçê" "conheçe" "simplismenti" "vou viaja" "pra mim fazer" “eu vir isso” e o mais gritante, as confusões com as conjugações de verbos confundindo o pretérito com o futuro, exemplo: a pessoa que dizer que CURTIRAM sua foto e dizem "curtirão!" sua foto.
E o pior, dão espaço antes da pontuação e confundem sinais claros como exclamação com interrogação, exemplo:
O correto é: Que dia lindo! e aí escrevem "que dia lindo ?" além da letra minúscula mesmo no início da frase. Vergonha, vergonha, vergonha.
Quando eu fiz faculdade de Letras tinha gente lá que nunca tinha ouvido falar em Oscar Wilde, Edgar Allan Poe, Bucowski, Goethe, Pablo Neruda, Homero, Dante Alighieri, J. D. Salinger, Gabriel Garcia Márquez, Aldous Huxley, Ernest Hemingway, Mark Twain, Dostoievski e tantos outros autores maravilhosos! A lista é imensa, não dá pra citar todos.
E pra minha surpresa, quando visitei a biblioteca da faculdade, descobri que a minha coleção de livros era (e ainda é) bem maior que a de lá. Principalmente de literatura brasileira que ninguém dá valor. Mestres como Machado de Assis, Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, José de Alencar, Cecília Meireles, Mário Quintana, Casimiro de Abreu e tantos outros caíram no esquecimento dos estudantes.
E olha que eu nem tinha feito a campanha de biblioteca comunitária ainda! Eu já tinha mais de 500 livros na minha casa naquela época, todos comprados ao longo dos anos diretamente das editoras. Lembro que eu recebia catálogos pelo correio na época em que não existia internet aqui no Brasil e sempre comprava livros.
Quando passo um mês sem comprar ou ler um livro eu sinto como se faltasse um pedaço de mim, e tem gente que nunca leu um livro na vida, quando muito, leu porque a professora obrigou a ler porque tinha que fazer prova, mas se o livro virou filme é mais fácil ainda, os estudantes assistem ao filme e fica por isso mesmo.
Indignação é o que sinto neste momento.
Como disse Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas:
"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria."
Acho que essa frase resume tudo.
Sem mais.
Viviane Lopes (Ao copiar mencione minha autoria)